quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Estranho..

Estava ele no ônibus, nem notei sua presença, era só mais um ali, em meio àquela multidão de desconhecidos. Coincidentemente deu sinal para descer no mesmo ponto que eu. Desceu na minha frente. Tudo que eu sabia era blusa azul e mochila, óculos.. será? acho que não. Blusa azul, mochila e uma idade entre 18 e 24 anos - tudo que sei e que posso supor. Um indivíduo qualquer, desses que a gente vê uma vez na rua, mal repara e nunca mais vê na vida. Ia subindo a passarela na minha frente pra atravessar aquela avenida. De repente ele parou no meio do caminho, como quem tivesse olhando a vista do lugar, sorriu. Tornou a caminhar na minha frente, tudo o que eu podia perceber é que aquele sorriso continuava no seu rosto. Mesmo de costas para mim, eu conseguia ver suas bochechas contraídas. Era um sorriso largo, grande, o qual eu nao conseguia imaginar o motivo. Havia ele avistado alguém? Tinha conseguido chegar na hora? Fiquei me perguntando de onde vinha aquele sorriso. Numa das curvas já descendo a passarela, nossos olhares se cruzaram, ele ainda com aquele sorriso no rosto. Não me contive, sorri.

3 comentários:

  1. Nessas horas penso: eis um exemplo de que mesmo que as coisas não estejam totalmente do jeito que queremos, sempre temos um, pelo menos um, mesmo que simples,motivo para sorrir!

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  2. Sabe que eu tenho um apreço imenso com desconhecidos! Adoro imaginar o que aquela moça que sentou na minha frente no metrõ de são paulo faz. Ou se aquele cliente que me deixou falando sozinha no banco recebeu uma notícia ruim pelo telefone. Tão bom saber que essas coisas não passam despercebidas só comigo. E é tão lindo o jeito que você põe isso no papel...

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  3. Como sou de Sampa a unica coisa que me questiono sobre um estranho é se ele me assaltaria, mas nem olho muito...paulistanos não gostam de ser observados!
    Mas amei o post!!!

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