sexta-feira, 24 de abril de 2009

Rumores...

e lá estava ela...

o corpo estirado na grama verdinha, ainda molhada pelo orvalho da manhã. O que teria a matado? Uma briga com o namorado, uma discussão em casa, a desilusão com a vida, com a humanidade? Seria um tipo de assassinato? Alguma droga? Algo a envenenara? Talvez a consciência...
Não sei quem era ela, se era loira ou morena, alta ou baixa, gorda ou magra, se era simpática, falante, tímida ou recatada. Sei que se jogou da sacada do quarto andar, um mergulho de cabeça pro desconhecido, pro nada.
Não houve gritos, o estrondo da queda nem sequer chegou ao terceiro andar, tudo que vi foi aquela lona preta a escondendo na grama verdinha, ainda molhada pelo orvalho da manhã.

Um comentário:

  1. Talvez a pressa seja o que a matou.
    O mundo de hoje não está preparado para pessoas que demoram um pouco mais para superar as coisas... queremos soluções rápidas-mais rápidas do que a fluoxetina- que nos tirem a angustia e não nos deixem sofrer. Acho que a idéia do "Felizes para sempre", nos deixou assim.
    Todos querem viver seu conto de fadas e ser feliz para sempre talvez ela pensasse que a morte fosse à forma mais rápida para parar de sofrer e finalmente ter seu happy ending.

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